segunda-feira, 27 de abril de 2009

PEUGEOT 207: "YOURSPACE"

Dentro do conceito “YourSpace”, a nova campanha da Peugeot para o modelo 207, criada pela Euro RSCG da Espanha, ataca mais uma vez de branding e foca que agora o novo modelo do Peugeot 207 vem de fábrica com 207 músicas que o comprador pode escolher no catálogo do Itunes. Como o foco é basicamente o público jovem, a campanha conta também com um hotsite “Music Genius”, onde os usuários registrados podem organizar os seus playlists separando os mesmos por gêneros (rock, soul, etc.) ou por ocasiões (viagens, balada, etc.).

Abaixo o comercial da campanha que nos traz uma hipérbole cômica da proposta utilizada:


Esses estagiários.

Pra quem não sabe, o site submarino tá com promoções em todas as seções da sua loja virtual:
a grande queima de estoque submarino.
Mas não estou aqui para falar das superofertas imperdíveis do Submarino e sim para relatar esse absurdo na seção de Bebês.
Eles fazem o que bem entenderem com o estoque, mas GRANDE QUEIMA DE BEBÊS?


Cuidado. Com o país do jeito que tá, é provavel que apareçam vários pais querendo aproveitar a oportunidade.
Como diria aquele rapaz das Casas Bahia: Quer pagar quanto?

quinta-feira, 23 de abril de 2009

CULTURAS PELO NOSSO MUNDO

Curioso, intrigante, revoltante? Bom o fato é que a diversidade de culturas espalhadas pelo mundo sempre tende a gerar um impacto no quesito de aceitação com relação a alguns costumes de certos povos. Aos olhos de quem não integra a cultura de tal tradição, os diferentes rituais e atitudes de outros povos conduzem o observador ao repúdio.

O caso do vídeo abaixo nos mostra um ritual de batismo em algum lugar da Arábia, nesta crença eles falam que se a criança sair ilesa e passar pelas mãos de várias pessoas, ela será abençoada.


Scrabble

Este é o novo filme criado pela Ogilvy para o jogo Scrabble.
Para quem não sabe, Scrabble é um jogo de tabuleiro em que os jogadores procuram marcar pontos formando palavras interligadas usando pedras com letras.
A estética do filme é muito legal e o traço das ilustras também.




Igor Moura.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Como fazer um bebê?

Mais uma prova de que existem seres humanos com 3 sacos para fazer um stopmotion como esse e o do porco.
Apesar do trabalho, o resultado é muito bacana.



Depois acham ruim quando dizem que os bebês vem da cegonha.

Post por Igor Moura. Minha primeira contribuição pro blog.

PROPAGANDA FAIL

Huuauahauhauaahauu!!! O pior que eu tenho uma dessas em casa!


TROTE DO MENINO CHORÃO

Se não guenta chama a mãe, malandro!


POR QUE A MULHERES ENLOQUECEM OS HOMENS?

Vai entender?!


ESQUILO NINJA LIFESTYLE

Treinados no Tibet e doutrinados pela técnica milenar “wushu squirrel” essa Facção terrorista e suas ramificações estão colocando terror em vários lugares pelo mundo. Não vejo a hora dos Gabirus daqui de Hellcife começaram a agir assim.


sexta-feira, 17 de abril de 2009

SEXTA-FEIRA COM O MAIS EXÓTICO DO PERÚ: WENDY SULCA

Sinceramente as únicas palavras que eu tenho para resumir esse vídeo: Bizarro, Chuck, exótico, assustador, traumatizante e cômico.


Ps.: Menções honrosas para a dentição da gurizada e para o naipe e o estilo da dança do guri alá funcionário de repartição pública.


Enjoy!






STOP MOTION IMPRESSIONANTE

É fato que a febre em produção áudio-visual no momento é o gênero stop motion (técnica de produção de vídeo onde a execução é feita através de fotos quadro a quadro), mas essa loucura que esse japa fez nesse vídeo é de pirar o cabeção e nos fazer questionar até onde vai os limites do saco e da falta do que fazer. Puts! Esse cara (Takeuchi Taijin) deve ser o dono da Kodak ou Fujifilm. Confiram o vídeo “With wolf and pig”




DOSES HOMEOPÁTICAS DE COMUNICAÇÃO E SUAS POSOLOGIAS


Telefone móvel, Skype, MSN, Orkut, My Space, rede WI-FI e uma série de bugigangas que estão ao nosso redor para reforçar a nossa necessidade de comunicação. Por outro lado, eu ainda não consigo compreender como persiste tamanho ato de “filha-da-putice” que muita gente adota em vários lugares ao aplicar o “silêncio hierárquico”.

O silêncio hierárquico, como eu gosto de chamar, é justamente aquela situação típica em que, por exemplo, se encontra em um elevador um homem de uniforme típico de empresas de terceirização e no andar seguinte entra outro, como se diz no bom nordestino: “Alinhado que só meio fio”, de terno ou paletó (Na goma!). Tipo assim, a situação mais razoável de comunicação a ser estabelecida é um básico cumprimento, mas por estar hierarquicamente mais bem vestido (acho que isto induz as pessoas a se acharem superiores) o cara de paletó entra na caixa metálica sem dar um pio e fica contando os segundos olhando para o teto, chão ou para a paisagem de aço escovado que está na sua frente. Isto também vale para o cara de uniforme, que também se inferioriza devido a sua casca.

Nesses dias eu estava tranqüilo tomando a minha cerveja de final de expediente no bom e velho “Jó” (o melhor botequim da rua da minha casa), que fica praticamente do lado de outro bar, este famoso por reunir a galera “jovem da alta” para o pit-stop de início de night e seus carrões e motos. Observando da minha mesa um rapaz que descia do seu carro e ignorava como se não existisse um garoto flanelinha que na sua frente pedia uns trocados, eu comecei a lembrar da constante revolta que me atinge pela manhã quando pego o mesmo elevador com algumas das muitas pessoas importantes (pelo menos é o que as suas vestimentas dizem) que habitam o empresarial onde trabalho. É foda! Dá vontade de começar uma roda punk dentro do elevador quando essa turma entra, eu dou bom dia e só ouço o eco da minha voz e os “fungadinhos” de quem acabou de sair do ar condicionado do carro. Daí eu também comecei lembrar de uma série de pessoas que eu conheço e encontro por aí e pagam papel de Stevie Wonder fingindo que não me viu. O que é mais foda é que estas mesmas pessoas dias após nos encontram em festas, eventos de mercado e solenidades e chegam na maior cara de ovo chupado: Fala cara! Tudo bem? Na real o pior é que essa galera não só fala assim, como aperta a nossa mão e nos dá aquele abraço. Fuuuuuuu! Aquele abraço é um bicudo do Roberto Carlos cobrando falta de sapato “scarpin” bem no meio dos bagos, o cara chega pra te abraçar na maior gana, você na cordialidade vai em direção aos braços da figura e no momento que a saudação está quase completa, o cara dá aquele passinho de medir barrinha em pelada e você meio que sobra entre os braços e os ombros do mala.

O pior e mais engraçado é que lembrei, enquanto pedia a conta e a cerveja acabava, o quanto eu ficava puto quando aquele político influente daqui do Recife, que também tinha uma sala no mesmo empresarial, entrava no elevador falando e apertando a mão de todo mundo. É dose?!

Peu Souza

terça-feira, 7 de abril de 2009

MESA DE FERRO E COPO AMERICANO. EU PREFIRO BUTECO.



Bom, queria estar com saco para fazer um puta texto de abertura do blog, mas estes dias que antecedem um feriado como a Semana Santa deixam meu espírito pagão-farrista-babilônico-alcoólico, um tanto alterado e sedento por uma boa Cevada! Nada mais justo e analgésico para este momento, de transe pré-fanfarra, que este texto da pedida catado lá no blog do meu parceiro de boêmia Aldemir (www.lugardealguem.blogspot.com):




Por Antonio Prata

Eu sou meio intelectual, meio de esquerda, por isso freqüento bares meio ruins.
Não sei se você sabe, mas nós, meio intelectuais, meio de esquerda, nos julgamos a vanguarda do proletariado, há mais de 150 anos. (Deve ter alguma coisa de errado com uma vanguarda de mais de 150 anos, mas tudo bem).
No bar ruim que ando freqüentando nas últimas semanas o proletariado é o Betão, garçom, que cumprimento com um tapinha nas costas acreditando resolver aí 500 anos de história.
Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos ficar "amigos" do garçom, com quem falamos sobre futebol enquanto nossos amigos não chegam para falarmos de literatura.
"Ô Betão, traz mais uma pra gente", eu digo, com os cotovelos apoiados na mesa bamba de lata, e me sinto parte do Brasil.
Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos fazer parte do Brasil, por isso vamos a bares ruins,que tem mais a cara do Brasil que os bares bons, onde se serve petit gateau e não tem frango à passarinho ou carne de sol com macaxeira que são os pratos tradicionais de nossa cozinha.
Se bem que nós, meio intelectuais, quando convidamos uma moça para sair pela primeira vez, atacamos mais de petit gateau do que de frango à passarinho, porque a gente gosta do Brasil e tal, mas na hora do vamos ver uma europazinha bem que ajuda.
A gente gosta do Brasil, mas muito bem diagramado. Não é qualquer Brasil.
Assim como não é qualquer bar ruim.
Tem que ser um bar ruim autêntico, um boteco, com mesa de lata, copo americano e, se tiver porção de carne de sol, a gente bate uma punheta ali mesmo.
Quando um de nós, meio intelectuais, meio de esquerda, descobre um novo bar ruim que nenhum outro meio intelectual, meio de esquerda freqüenta, não nos contemos: ligamos pra turma inteira de meio intelectuais, meio de esquerda e decretamos que aquele lá é o nosso novo bar ruim.
Porque a gente acha que o bar ruim é autêntico e o bar bom não é, como eu já disse.
O problema é que aos poucos o bar ruim vai se tornando cult, vai sendo freqüentado por vários meio intelectuais, meio de esquerda e universitárias mais ou menos gostosas.
Até que uma hora sai na Vejinha como ponto freqüentado por artistas, cineastas e universitários e nesse ponto a gente já se sente incomodado e quando chega no bar ruim e tá cheio de gente que não é nem meio intelectual, nem meio de esquerda e foi lá para ver se tem mesmo artistas, cineastas e universitários, a gente diz: eu gostava disso aqui antes, quando só vinha a minha turma de meio intelectuais, meio de esquerda, as universitárias mais ou menos gostosas e uns velhos bêbados que jogavam dominó.
Porque nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos dizer que freqüentávamos o bar antes de ele ficar famoso, íamos a tal praia antes de ela encher de gente, ouvíamos a banda antes de tocar na MTV.
Nós gostamos dos pobres que estavam na praia antes, uns pobres que sabem subir em coqueiro e usam sandália de couro, isso a gente acha lindo, mas a gente detesta os pobres que chegam depois, de Chevete e chinelo Rider.
Esse pobre não, a gente gosta do pobre autêntico, do Brasil autêntico.
E a gente abomina a Vejinha, abomina mesmo, acima de tudo.
Os donos dos bares ruins que a gente freqüenta se dividem em dois tipos: os que entendem a gente e os que não entendem.
Os que entendem percebem qual é a nossa, mantém o bar autenticamente ruim, chamam uns primos do cunhado para tocar samba de roda toda sexta-feira, introduzem bolinho de bacalhau no cardápio e aumentam em 50% o preço de tudo.
Eles sacam que nós, meio intelectuais, meio de esquerda, somos meio bem de vida e nos dispomos a pagar caro por aquilo que tem cara de barato.
Os donos que não entendem qual é a nossa, diante da invasão, trocam as mesas de lata por umas de fórmica imitando mármore, azulejam a parede e põem um som estéreo tocando reggae.
Aí eles se fodem, porque a gente odeia isso, a gente gosta, como já disse algumas vezes, é daquela coisa autêntica, tão brasileira, tão raiz.
Não pense que é fácil ser meio intelectual, meio de esquerda, no Brasil!
Ainda mais porque a cada dia está mais difícil encontrar bares ruins do jeito que a gente gosta, os pobres estão todos de chinelo Rider e a Vejinha sempre alerta, pronta para encher nossos bares ruins de gente jovem e bonita e a difundir o petit gateau pelos quatro cantos do globo.
Para desespero dos meio intelectuais, meio de esquerda, como eu que, por questões ideológicas, preferem frango a passarinho e carne de sol com macaxeira (que é a mesma coisa que mandioca mas é como se diz lá no nordeste e nós, meio intelectuais, meio de esquerda, achamos que o nordeste é muito mais autêntico que o sudeste e preferimos esse termo, macaxeira, que é mais assim Câmara Cascudo, saca?).
- Ô Betão, vê um cachaça aqui pra mim. De Salinas quais que tem?